E tu, de que fibra és feito?

Bem lá vai o tempo onde cerrávamos os dentes, erguíamos as mangas e íamos à luta. É ao longe que se vê os tempos onde nos movíamos pelos ideais que criávamos e não pelo hipoteticamente correto e o moralmente bonito, como se faz agora. Lá - onde se choravam verdadeiras lágrimas de emoção pelo prazer de o fazer, onde se defendiam identidades individuais e se formavam cabeças pensantes que não se limitavam a ser movidas e se davam ao luxo de por si pensar ...
Ler mais

As mil e uma cartas que eu (ainda) não te escrevi, mamã

Tenho todos os dias a maior sorte do mundo e nós sabemos disso. Cresci num ambiente de total equilíbrio entre o amor e a paz. Sou feliz todos os dias enquanto vivo e faço sempre questão de o ser enquanto filosofia de vida que adoto. Conto com tantos sonhos quanto sorrisos leves para oferecer, e sabes? A ti te o devo ...
Ler mais

Assumidamente idiota

No outro dia tive uma atitude que me fez envergonhar a mim mesma. Em mais uma pesarosa viagem de metro, uma senhora disse-me “qualquer coisa”, ao que eu, do alto da minha estupidez, respondi “não tenho” - imaginando ser mais uma daquelas que por ali passam e fazem o seu ordenado quase com um horário das 9h as 17h com pausa para almoço - porque o que conta mesmo é a hora de ponta- usando como material de trabalho o chiwawa ao ombro e o acordeão que produz som automático ...
Ler mais

Do Sal a Portugal pela vontade de viver.

O Mateus Nunes é um Cabo-Verdiano, nascido a 21 de setembro de 1966 na Ilha do Sal. Toda a sua infância foi passada no seu local de origem. Desde cedo que sempre foi um enorme autodidata, sempre gostou de música e de tudo o que com ela estivesse relacionada e por isso mesmo procurou aprender cada dia mais, acerca de diversos instrumentos musicais, aplicar-se e cultivar-se a níveis vocais. Sempre foi um fura-vidas e um lutador nato, sobretudo no ramo profissional ...
Ler mais

Protótipos e outras parvoíces do género

Há uma proximidade entre a liberdade e a estupidez demasiado curta. Vivemos de construções idealizadas por outros. O que eles querem para nós, será o que nós monopolizados também acabaremos por querer. Fica bonito termos um canudo e fugimos da arte como o Diabo da Cruz. A arte em todo o seu esplendor, a arte que tanta coisa abrange e tanta coisa de fantástica nos trás, a arte que está em cada um de nós com os seus traços e à sua medida ...
Ler mais

E Agora?

Quando um ciclo se fecha, um objetivo se alcança e a nossa maior meta foi alcançada, “E Agora”? Foi esta a questão que um grande amigo me colocou em mais um serão de café, que tanto gosto. As janelas são outras e entraremos num mundo de portas fechadas com a ânsia de serem descobertas. Um espaço onde as cores primárias darão lugar ao amontoado de sépias que fomos acumulando com o passar dos tempos ...
Ler mais

Finalista por um dia

Acordar cedo, contactar toda a família e ter a certeza de que tenho o traje minimamente apresentável? Feito. Talvez por ter a família mais disfuncional mas fantástica que conheço, o dia tenha sido tão especial. Vieram dos quatro cantos de Portugal para verem a miúda deles por lá a receber a tal pastinha, e que bom que foi ...
Ler mais