Há mar e mar e há os Açores para voltar

Com a chegada de um novo projeto profissional, tive a real necessidade de “sair” da minha zona de conforto. Açores foi a escolha do destino, mais propriamente Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel. Queria um sitio próximo, que me ajudasse a “respirar” e a recarregar energias, mas que em simultâneo fosse económico e não me obrigasse a ter de fazer grandes ginásticas financeiras ...
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Com a chegada de um novo projeto profissional, tive a real necessidade de “sair” da minha zona de conforto.

Açores foi a escolha do destino, mais propriamente Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel. Queria um sitio próximo, que me ajudasse a “respirar” e a recarregar energias, mas que em simultâneo fosse económico e não me obrigasse a ter de fazer grandes ginásticas financeiras.

Contactei o hotel, propus a ideia ao meu namorado (já acostumado a que a vida comigo seja muito pouco rotineira), compramos bilhetes, e embarcamos na viagem mais deliciosa de todo o sempre.

O alojamento escolhido foi o Hotel Talisman. Depois de alguma pesquisa pela internet, concluí que era o mais central, e cujo preço/qualidade era imbatível. Marquei ali as nossas “miniférias” sem grande hesitação, e ainda bem.

A localização era fantástica, as instalações faziam-nos sentir em casa e o cuidado que o STAFF teve connosco, foi de uma ternura imbatível.

O quarto, ou melhor, a Suite onde tivemos o privilégio de ficar, tinha tanto de requinte, como de conforto e beleza. Cada pormenor daquele hotel é meticulosamente pensado para nos proporcionar a estadia ideal.

A piscina no topo do edifício, convida-nos facilmente a uma tarde de descontração, e o fitness center, ajudou-me a combater os “cozidos à portuguesa” e os mil e um queijos da Ilha que comi em excesso, mas que eram impossíveis de resistir.

Sabes quando tens receio de comprar um artigo pela internet, porque nem sempre o que parece, é? Aqui foi totalmente o contrário. O Hotel Talisman superou todas, mas todas as expetativas.

Quanto aos Açores, o que é aquilo, meu Deus?

Admito, senti-me uma autêntica parola da Capital. Tirei fotografias a mil e uma estradas, rodeadas por montes e vales, e sem um único vestígio de poluição ou desgaste. A vegetação onde as vacas caminhavam, era de um verde que não conhecia de antes, as flores, de todos os tipos, eram alegres por si só, e as pessoas tão calorosas que só me apetecia falar mais e mais com elas; aprender mais, conhecer mais, e ver tudo o que me sugerissem que conhecesse.

Nunca os meus olhos tinham visto tamanha beleza num sitio só. A ilha parece que foi desenhada a régua e esquadro, e pintada a aguarelas em tons de verde e azul.

Aquele canto do nosso país é feito de paz. Tem cheiro a maresia e é coberto de amor. Sim amor, em estado puro e em qualquer sitio onde se vá.

Cada estrada, cada encosta, cada miradouro, é uma ilha feita de melodias perfeitas.

A comida é de cortar a respiração e as cores são tão vivas e reais, que se torna difícil de acreditar.

Como é que passei 24 anos sem lá ir?

A verdade é que com o início dos voos low-cost para lá, e com a curta duração da viagem (cerca de 2h), acredito que encontrei ali o meu canto favorito para restruturar forças e “voltar à vida” com a energia que me caracteriza.

Obrigada Açores, fizeste-me sentir realmente pequenina ao pé da tua beleza tão arrebatadora.

Vemo-nos, de certeza, em breve.

4 Comments

  1. Gostei muito de ler o seu artigo. Sou dos Açores ( Terceira) e nunca visitei bem São Miguel, tenho de lá ir …
    Aproveite e conheça as outras ilhas, são mais pequenas mas com muita coisa para oferecer 🙂

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