Francisco Sá Pena.

“Francisco explica-me de onde vem tanta força para desenvolver tantos talentos num miúdo de 21 anos?” Foi assim que começamos a nossa conversa. Abordei-o apenas com o que conhecia dele à distância, não imaginando eu a “missa a metade”. Havia demasiado talento para eu não o descrever, ainda que saiba que me irão faltar as palavras para o fazer à sua imagem e medida ...
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“Francisco explica-me de onde vem tanta força para desenvolver tantos talentos num miúdo de 21 anos?” Foi assim que começamos a nossa conversa.

Abordei-o apenas com o que conhecia dele à distância, não imaginando eu a “missa a metade”.

Havia demasiado talento para eu não o descrever, ainda que saiba que me irão faltar as palavras para o fazer à sua imagem e medida.

Se me inspira a mim, ainda que não pertençamos às mesmas áreas, como é que pode não inspirar todos aqueles que o rodeiam?

Bem, posso dizer-vos que aquele miúdo giríssimo e cheio de personalidade antes de tudo mostrou-se um ser-humano fantástico. Não me lembro de nenhuma frase em que não tenha terminado dizendo que tudo o que tem aos pais o deve. Não o monetário, mas o ser, aquilo que o move e a enorme educação que o caracteriza.

O Francisco que vos trago é um artista a tempo-inteiro.

Vive de arte, vive para a arte e a arte em todo o seu teor é tudo aquilo que o distingue.
Canta, representa, pinta e é também modelo fotográfico. E o pior é que isto não é nenhuma piada.

Chega a “todo o lado” e em tudo a que se entrega, fá-lo com uma enorme primazia e rigor.

É cultura dos pés à cabeça.

Alimenta-se de viagens, de ambição de querer sempre voos mais altos que lhe tirem os pés do chão e o façam evoluir dentro de todo o seu talento e esplendor. Sonha todos os dias com mais e melhor e tudo isto com os pés colados à terra.

Saberá ele o tão bom que é?

Fez-me rir imensas vezes ao longo da nossa conversa de tão descontraidamente que fala, quase tantas quanto aquelas em que me fez sentir pequeníssima de tão enorme que consegue ser.

O Francisco tinha tudo para ser um puto giro, com uma vida facilitada e até o é, mas é tão mais que isso.

Domina seis línguas distintas. Aos dez anos enquanto eu brincava com bonecas, ele já expunha as suas obras em espaços públicos e de renome. Estudou artes no secundário e Van Gogh, Da Vinci e nomes pequeninos do género, foram as suas inspirações desde que se conhece.

Com um pai professor catedrático e uma mãe técnica especializada em saúde mental é um miúdo riquíssimo- de valores, de saber estar, de humildade e de uma vontade imensa de se cultivar sempre mais e mais.

Representou-nos a todos nós portugueses nos Jogos Olímpicos de 2008 em monociclo, malabarismo e ginástica acrobática. E enquanto isso, sorri e relaxadamente supera-se constantemente.

Estudou teatro a partir dos quinze anos na escola de atores, formação essa que terminou com média de 18 valores, enquanto simultaneamente se licenciava em História da Arte na Universidade de Lisboa.

O loirinho giro reconhecido por Lisboa inteira por nunca desistir de ser feliz e saturado de que ninguém lhe desse as oportunidades devidas, apostou mais uma vez em si. Constantemente procura oportunidades, ou em Portugal ou no estrangeiro, de onde nunca vem sem ter pelo menos a esperança de conquistar uma nova oportunidade.

Aproveitou a rede social Instagram e faz daquela plataforma um apoio ao seu trabalho. Ali não está exposto o Sá Pena, está exposto todo o seu valor e a sua dimensão artística. É seguido por milhares de pessoas e todo o reconhecimento que alcançou, nunca será suficiente para o tamanho de tanta coisa bonita que nos proporciona.

Atualmente trabalha de noite na conceituada discoteca lisboeta Place para se poder fazer ouvir de dia, cobrindo assim todas as suas despesas e apostar no seu investimento e enriquecimento pessoal.

Participou no projeto da SIC dirigido por Conceição Lino “ E se fosse consigo?” e para além de desenhar como mais ninguém o faz ainda está associado à agência de atores “Hit!”.

Garante que não vai parar e disse-me que tudo o que quer é “crescer e evoluir”. E eu mais uma vez sorri e reduzi-me á minha tão grande insignificância.

És tão gigante que todos à tua volta se transformam em seres tão pequeninos, saberás tu disso?

Que gosto imenso foi escrever sobre ti e para ti, querido Francisco.

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