Chegar algum tempo antes da hora da viagem ao terminal rodoviário nada tem de bom. Algumas das pessoas olham umas para as outras compulsivamente (pouco mais têm a fazer), depois existe a classe de fumadores que fuma um cigarro seguido do outro, não vá o mundo acabar dentro daquele autocarro que durará hora e meia até terminar o seu percurso. Entre a população que quase se admira uma à outra, como se num pedestal estivéssemos, existe sempre a tal, aquela que me dói só de olhar, a épica e sobretudo a que está descaradamente ás largas- a pessoa que tira macacos do nariz compulsivamente (e desculpem os mais sensíveis mas não há maneira mais simpática de dizer isso).
Os condutores que saiem de serviço conversam uns entre os outros enquanto jogam “bilhar do bolso” e no meio de tudo isto quem mais fatura é o senhor do bar que vende um paposeco com queijo a 2.30€.
Lembrete para a próxima vez: nunca chegar muito antes da hora de partida do autocarro, correndo riscos de também ser identificada como “aquela louca que não para de olhar para tudo ao pormenor como se nós nos tratassemos de uma personagem de algum livro”
Escritas de autocarro
Chegar algum tempo antes da hora da viagem ao terminal rodoviário nada tem de bom. Algumas das pessoas olham umas para as outras compulsivamente (pouco mais têm a fazer), depois existe a classe de fumadores que fuma um cigarro seguido do outro, não vá o mundo acabar dentro daquele autocarro que durará hora e meia até terminar o seu percurso ...
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