Abre a pestana pequenina

Ao escrever-vos desta vez confesso que não sabia bem como começar, talvez por isso tenha adiado este texto algum tempo, talvez seja aqui que medirei mais do que nunca as palavras a utilizar. Ora vamos lá. Não tenho passado (de todo) pelos melhores momentos ultimamente. A vida é assim e sei que ninguém veio ao mundo para viver apenas de dias bons e felizes, a dor também faz parte e sei que é importante até no nosso processo enquanto formamos a nossa “persona” passar por eles ...
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Ao escrever-vos desta vez confesso que não sabia bem como começar, talvez por isso tenha adiado este texto algum tempo, talvez seja aqui que medirei mais do que nunca as palavras a utilizar.

Ora vamos lá.

Não tenho passado (de todo) pelos melhores momentos ultimamente. A vida é assim e sei que ninguém veio ao mundo para viver apenas de dias bons e felizes, a dor também faz parte e sei que é importante até no nosso processo enquanto formamos a nossa “persona” passar por eles. Mas se há coisa que sempre fui (e espero ser sempre) é grata. Por muito que os dias sejam dolorosos procuro não me esquecer de agradecer todos os “pelouros” que me vão sendo atribuídos, e todos os elogios de que sou alvo.

Desde sempre que tive a sorte de ter uma educação muito recta. Não acho que tenha sido exigente em demasia, mas ensinaram-me a ser eternamente agradecida a tantos que já me deram a mão nas mais diversas situações e talvez por isso fui criando uma “bola” de inocência à minha volta.

O meu pai recentemente ao telefone comigo disse-me algo que me deixou a pensar “Ana, todos os pontapés da vida serão ensinamentos. As pessoas não são todas boas e por favor não te entregues sempre em demasia, guarda um bocadinho de ti mesma num espaço escondido teu. Cria as tuas reservas, cultiva forças e em momento algum te desgastes mais do que os outros se desgastariam por ti”.

E senti isso na pele. Tal e qual. Entreguei-me a uma causa, vesti uma camisola, baixei as armas e fui verdadeiramente “atacada”. Não me acho demasiado inocente para o Mundo em que vivemos, acho sim que não tenho a maldade necessária para me defender dele.

É com os erros que aprendemos e eu nunca irei achar que errei ao entregar-me em demasia a determinada causa.Sempre fui uma miúda de grandes convicções e a minha maior de todas actualmente é a de me focar naquilo que de mim ainda ficou.

Sabem? aprendi tanto com tudo isto.

Nós nunca poderemos mudar os outros, mas podemos aprender a não ser como eles, e essa, depois de repormos todos os cacos do chão, será sempre a nossa conquista.

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