Observação aparte:

Bem aqui vou eu, mais uma viagem de autocarro com destino ao metro para começar o dia: ao meu lado a típica mal-disposta-matinal, não talvez olhando de novo, todos estão com a mesma cara. Boca serrada, olhos esbugalhados e de 5em 5minutos a olharem para o relógio, como se o relógio estivesse adiantado pelo atraso deles mesmos ...
Ler mais

Bem aqui vou eu, mais uma viagem de autocarro com destino ao metro para começar o dia: ao meu lado a típica mal-disposta-matinal, não talvez olhando de novo, todos estão com a mesma cara. Boca serrada, olhos esbugalhados e de 5em 5minutos a olharem para o relógio, como se o relógio estivesse adiantado pelo atraso deles mesmos.
Lá vou eu, com os auscultadores nos ouvidos no máximo a ouvir a minha “Burguesinha” do nosso tão bom Seu Jorge, toda contente enquanto em mimica repito “burguesinha Burguesinha Burguesinha Burguesinhaaaa” e ok, movendo talvez um pouco os ombros para acompanhar o ritmo, confesso.
Ai está, cafeina ativada, pronta para mais um dia. Chegada ao metro concluo que aquele velhinho a quem dei um dia um chocolate, noutro umas bolachas e noutro um iogurte, não é nada mais nada menos que um franchising desenvolvido pela família. De manha o velhinho, de tarde o miúdo e ao fim do dia a mamã. Os três sempre com um ar de mártire de muita fome. Que lata, fome qualquer dia tenho eu das ofertas que já lhes fiz. Ao velhinho não resisto, agora ao trintão se ele quiser, no lugar das minhas bolachas integrais ou das últimas moedas que tenho na carteira, dou-lhe uma mão cheia de empregos. Talvez deem mais trabalho, mas ele vai ver que se habitua.
Do senhor dos flyers as pessoas fogem como se ele estivesse a oferecer algumas das mochilas perdidas, que vão ficando esquecidas pelo nosso país, e investigadas pela brigada de minas e armadilhas. Amigos, ele está só a trabalhar, bora lá é um flyer não tem gás pimenta.
No metro apaixono-me todos os dias. Eu e toda a gente que por lá anda, aposto. Credo acho que o metro de Lisboa é apenas frequentando por modelos da Guess, tomara a discoteca Lux ter tanto calibre.
Cheguei, vai começar o meu dia, oh nããããão saiu a minha nota do Projeto de final de curso. Entra, mete as credências, despacha-te, E…PASSASTE MIUDA! Contem os palavrões. Mas que bem te sabia dizer um ou dois agora.
6cadeiras por avaliação contínua, um projeto de final de curso, dois empregos, e tudo feito? Afinal há tempo. E também houve tempo para o ginásio, para algumas boas noites de copos e para dormir um dia ou outro a tal, a veredita, a grande, a minha sesta.

Amigos, bora lá, viver é uma dádiva. Cada dia é uma alegria, até com chuva há sol. Em cada casa uma janela, em cada coração uma porta aberta a conhecer.
Boas energias atraem coisas boas. Troquem o vosso “desgosto de vida” só porque sim, metam Seu Jorge e vão ver que até a “Amiga da minha mulher” brilha.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *